segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Saudade..


Sentimento único e verdadeiro


Expresso nos olhos ansiosos 


Da pessoa que abandonorá 


Sua doce realidade


Para viver de migalhas


De abraços,beijos e carinhos.




Quem inventou a distância,


Não sabe quão dolorosa 


É a saudade.


Um coração cheio de saudade


Vive sempre á  procura 


Do seu complemento

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em um dia não muito inspirador,em que nada funcionou,escrevo cá este meu tímido post.Vou confessar faz parecer que o mundo conspira contra você.


Nesta tarde agonizante
me falta inspiração 
para criar os meus versos
com maior dedicação.
Em sentimentos expressos
Como a falta de emoção.


Eu queria poder mostrar 
algo de extrema beleza
Em um dia angustiante
alegrando este momento
com um toque de leveza
cercando este instante
com maior delicadeza


Já esta chegando a noite
e eu na busca  incessante 
na espera de esplendor
que está sendo agonizante 





Esta minha dispersão
por algo interessante




sábado, 4 de setembro de 2010

Um toque feminino na literatura brasileira

Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritorabrasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. Suas obrascaracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.

Quadrilha – poema de Carlos Drummond de Andrade

Poema publicado no livro Alguma Poesia de 1930:

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

O autor

Carlos Drumond de Andrade (1902-1987) foi poeta e contista do modernismo. Nasceu em Itabira e morreu no Rio de Janeiro. Como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade. Com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da segunda, ao lado do próprio Mário de Andrade.

domingo, 18 de julho de 2010

Dispersão-Mário de sá-carneiro
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que me abismaste nas ânsias.

A grande ave doirada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que sonhei!... )

Um dos mais belos poemas do gonçalves:
Canção do exílio

"Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Nossa há quanto tempo,hein? desculpem mas ferias são... ah vcs sabem! bem ja estou me aquecendo pra volta as aulas!!!!!